A origem do nome
Segundo a tradição, o nome provém da existência de um moinho de maré com quatro mós de pedra que, ao funcionar conforme as marés do Tejo, davam a impressão de um sarilho em movimento. As ruínas desse moinho existiram até 1975.
Das marinhas de sal e moinhos de maré do Tejo à freguesia ribeirinha de hoje.
Minúscula póvoa ribeirinha do Tejo, Sarilhos Grandes já era referenciada em 1304 e era conhecida pelas suas marinhas de sal e moinhos de maré. Ganhou autonomia a 18 de abril de 1848, quando o Marquês de Fronteira desanexou o lugar de São Jorge de Sarilhos Grandes da freguesia do Espírito Santo.
Segundo a tradição, o nome provém da existência de um moinho de maré com quatro mós de pedra que, ao funcionar conforme as marés do Tejo, davam a impressão de um sarilho em movimento. As ruínas desse moinho existiram até 1975.
Documentos comprovam que o sal de Sarilhos pertencia à Comendadeira de Santos (1532), e o moinho da Lançada surge em carta régia de D. João I, de 1405. Os rendimentos das marinhas revertiam para a Ordem de Santiago, cuja cruz figura hoje no brasão da freguesia.
Primeira referência documental ao lugar de Sarilhos Grandes.
Carta régia de D. João I refere o moinho de maré da Lançada.
Documentos comprovam que o sal de Sarilhos pertencia à Comendadeira de Santos.
Conclusão da reconstrução da Igreja de São Jorge, no tempo de D. João V.
O Marquês de Fronteira desanexa Sarilhos Grandes da freguesia do Espírito Santo, dando-lhe autonomia.
Implantação da República: vários nomes de ruas são alterados na povoação.
Desaparecem as ruínas do antigo moinho de maré que deu origem ao nome da freguesia.
Aprovação oficial do brasão e bandeira da freguesia pela Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses.
Escudo de prata, contra-chefe de faixetas ondadas de azul e prata; saínte do contra-chefe e movente dos flancos um moinho de maré de três mós de vermelho, guarnecido e aberto de prata; em chefe, uma cruz de Santiago, de vermelho, acompanhada de dois molhos de três espigas de trigo, de verde, atadas do mesmo. Coroa mural de prata de três torres. Bandeira esquartelada de azul e branco, com cordões, borlas e haste de ouro. Ordenação aprovada pela Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses em 1993.
Alusão ao domínio histórico da Ordem de Santiago sobre a freguesia, cujos rendimentos das marinhas de sal lhe pertenciam.
Representam a riqueza agrícola e a herança rural da freguesia.
Referência à origem do topónimo, associado ao funcionamento do antigo moinho de maré da Lançada.
Simboliza o rio Tejo, que banha a freguesia e marcou o seu desenvolvimento económico.
Descubra as origens, a memória e a identidade que moldaram a freguesia ao longo do tempo.